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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Thor: o super-herói que agora é uma mulher

Marvel anuncia a mudança de sexo de uma das suas personagens mais mediáticas.

Thor, um dos mais conhecidos super-heróis da Marvel, vai sofrer uma mudança inesperada e surpreendente. A gigante dos comics anunciou nesta terça-feira que na nova série de banda-desenhada, que sairá em Outubro, Thor vai ser uma mulher.

Segundo a Marvel, esta personagem vai mudar de sexo numa tentativa de chegar a mais leitores, nomeadamente, a mais mulheres. “Thor será o oitavo título a ter uma protagonista feminina e tem como objectivo falar directamente a uma audiência que durante muito tempo não foi o target dos livros de banda-desenhada na América”, lê-se no comunicado da empresa, que divulga ainda imagens da nova heroína.

E uma coisa é certa, o Thor, deus do trovão, filho de Odin, que conhecemos já não vai voltar. “Não é She-Thor. Não é uma Lady Thor. Não é Thorita. É THOR. É o THOR do universo da Marvel”, diz Jason Aaron, que será responsável pela escrita da história, garantindo na nota da Marvel que esta nova personagem será um Thor “diferente de qualquer Thor que já tenhamos visto”. A ilustração ficará a cargo de Russel Dauterman.

Por responder ficam ainda algumas perguntas. Quem é afinal esta nova heroína que segura o poderoso martelo? De onde é que ela vem e como é que aparece na história? Qual é afinal a sua ligação ao longínquo reino de Asgard e ao universo Marvel?

Outros dos mistérios é a imagem que a Marvel divulgou do "antigo Deus do Trovão", sugerindo que este continuará na história mas de outra forma. Chamam-lhe "Unworthy Thor" (Thor não digno, numa tradução livre) e, em vez do martelo, a personagem tem um machado. 

Será preciso esperar até Outubro para descobrir. Mas o editor da Marvel, Will Moss deixa uma pista: “A inscrição no martelo de Thor diz o seguinte: ‘Quem quer que tenha este martelo, se Ele for digno, possuirá o poder de Thor’. Pois bem, está na altura de actualizar esta inscrição”. Para Will Mossa, esta será "uma das mudanças mais chocantes e emocionates" do universo da Marvel. 

No entanto, o norte-americano escreve ainda que esta mudança continua a tradição da Marvel em criar personagens femininas fortes como Tempestade ou Viúva Negra.

[...]

FONTE: Público.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

85% das Notícias Discriminam as Mulheres

Fonte da Imagem: Global Voices.
"Projecto analisou igualdade de género em 221 notícias e 85% são problemáticas O estudo foi levado a cabo pela Unidade Local de Análise à Imprensa. 

O projecto Media + Igual, de Coimbra, analisou 221 notícias entre setembro e junho, em torno da questão do género na imprensa, concluindo a existência de 85% de conteúdo problemático ou discriminatório. Ao todo, foram sinalizados 645 artigos de nove títulos de imprensa, tendo sido analisados 221 artigos, entre setembro de 2013 e junho de 2014, por uma Unidade Local de Análise de Imprensa (ULAI), em Coimbra, constituída por diferentes entidades ligadas à questão do género. 

Marisa Figueiredo, facilitadora da ULAI, disse à agência Lusa que os artigos que contribuem de forma positiva para uma maior igualdade de género na sociedade são uma "parte muito residual" da totalidade dos artigos sinalizados, sublinhando que ainda "há vários problemas ao nível do discurso" mediático. "As mulheres surgem como vítimas ou como casos de exceção", referiu Marisa Figueiredo, sublinhando que, em casos de violência doméstica, surgem "narrativas romantizadas", em que as mulheres são "agentes passivos", não havendo um discurso na primeira pessoa das vítimas. 

Carla Duarte, do Centro de Iniciativas Empresariais e Sociais, entidade que promove a iniciativa, salientou que "há um conjunto de estereótipos sobre a mulher que continuam a ser muito reproduzidos". Os nove títulos de imprensa analisados foram os jornais As Beiras, Diário de Coimbra, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Público e as revistas Maria, Caras, Happy Woman e Men's Health, de forma a abranger "diferentes critérios" e a encontrar "uma maior diversidade".

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 27 de junho de 2014

(Porto) 9ª Marcha do Orgulho LGBT e Semana Queer



Amanhã terá início na Praça da República, Porto, Portugal, a nona marcha do Orgulho LGBT+ nesta cidade. Está marcada para as 15:30 e o número de instituições a confirmarem representação tem vindo a aumentar a cada dia. No evento do facebook são já perto de 400 as pessoas que assinalaram que vão. A Feminista do Diabo também vai andar por lá.

A organização já divulgou uma fotografia da faixa que vão mostrar nas ruas do Porto. A mensagem é clara e específica! Co-adopção e adopção, vamos lá ver estas coisas com naturalidade.


Mais informações sobre a marcha na página do evento, aqui.

Apareçam também e arrastem pessoas convosco, sejam o amor, os amigos, os pais ou os filhos.



VIVA A SEXUALIDADE MULTICOLORIDA!

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Amanhã terá também início a Semana Queer, com eventos a acontecerem todos os dias pela cidade do Porto e especial destaque para o último dia (dia 5), com a Marcha pela Igualdade e o Arraial Queer no edifício Axa.

Página de facebook da Semana Queer aqui.
Página do evento Marcha pela Igualdade aqui.
Página do evento Arraial Queer aqui.

e aqui fica o cartaz com o programa desta semana para lembrar que a sexualidade é fluída. 



terça-feira, 16 de julho de 2013

//gender|o|noise\\ - Workshop e Concerto de Tara Transitory no Porto

Tara Transitory é um(a) artista contemporâne@ conhecid@ pelo seu trabalho na área dos esteriótipos de género e temas transgénero. Tara, também identificad@ como One Man Nation, vem ao Porto dar um workshop e um concerto, actividades a não perder.

Mais informações:


* Workshop //gender|o|noise\\ | 19/07/2013 | La Marmita (Gaia) | 17h (4 horas) | 20€ - 25€

* Concerto One Man Nation | 20/07/2013 | Sonoscopia (Porto) | 21h |

Nota: o workshop está disponível apenas para pessoas que não se identifiquem como homem. Se, ainda assim, pessoas identificadas como homen estiverem interessadas em participar, devem comparecer vestidos de forma "feminina".

Nota: os interessados em participar no workshop devem inscrever-se no La Marmita via e-mail: la.marmita.prod@gmail.com ou ddmatthee@gmail.com.


"Tara Transitory surge num contexto contrahegemónico, onde através da música experimental procura a sua liberdade individual (e espiritual), recusando tomar partido de uma sociedade baseada no determismo biológico. Transitory nasceu em Singapura em 1982, sendo chamad@ à nescença de Marc Chia Xiangrong. A sua carreira musical começou em 2003 como "punk rocker" como nome artístico de Marcos Destructos. Tem desde então trabalhado e conquistado reconhecimento em diversos países da Austrália à Europa com projectos como "One Man Nation's Rained, Bullets It Rained" (2007), "Voluntary Human Extinction" (2007) ou "The Future Sounds Of Folk" (2008), frequentemente em colaboração com outros artistas. Transitory dedica-se ainda ao trabalho ligado às comunidades transgender/queer da Ásia e de Espanha quanto dirige a sua associação de apoio às artes experimentais, The Unifiedfield, fundada em 2010 e actualmente localizada em Granada, Espanha. A solo continua a desenvolver o seu projecto musical One Man Nation, projecto este que irá ser apresentado na cidade do Porto, dia 20 de Julho de 2013 na associação/plataforma Sonoscopia, e tem vindo também a ministrar um workshop, o qual intitula de "gender-o-noise" e que dinamizará no La Marmita, cais de Gaia (Porto), no dia 19 de Julho, um evento organizado pelo GATA."

terça-feira, 21 de maio de 2013

Maioria dos jovens acha normal a violência no namoro

Maioria dos jovens acha normal a violência no namoro
Imagem retidada do Diário de Notícia. Todos os direitos reservados.

885 alunos, com idades dos 11 aos 18 anos, consideram legítimos comportamentos abusivos com as namoradas ou namorados, segundo inquérito feito pela UMAR.
Mais de metade dos rapazes e das raparigas acham que é normal proibir a namorada/o de vestir certas roupas e de sair com determinados amigos/as.

Entre os rapazes, 5% considera que agredir a namorada ao ponto de deixar marcas não é ser violento. 25% dos rapazes e 13,3% das raparigas entendem que humilhar a namorada/o é legítimo e que ameaçar a namorada ou o namorado é normal (15,65% dos rapazes acha que sim e 5% das raparigas também).

Estas respostas foram obtida nas respostas a um questionário feito a uma amostra de 885 alunos de escolas de Porto e de Braga no âmbito do Projeto Mudanças com Arte da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta)."


FONTE: Diário de Notícias.



Digam-me uma vez mais que o feminismo já não é necessário.



segunda-feira, 18 de março de 2013

Que imagem passam das mulheres, os nossos órgãos de comunicação social?

"Há jornais com uma visão redutora das mulheres"


Carla Cerqueira analisou 727 conteúdos publicados ao longo de 32 anos

Uma investigação do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho conclui que a imprensa portuguesa transmite uma visão dicotómica das mulheres: ou são seres "especiais" que conseguem triunfar num mundo "dominado por homens" ou vítimas incapazes de fugir de uma situação de subalternidade.

Esta homogeneização faz com que os cidadãos tenham uma percepção redutora do papel das mulheres na sociedade, alerta Carla Cerqueira, que dedicou o doutoramento à cobertura do Dia Internacional da Mulher em dois jornais nacionais, desde 1975 até 2007.
O estudo teve como objectivo analisar a evolução da cobertura jornalística desta efeméride na imprensa portuguesa, ou seja, averiguar de que forma as mulheres, as associações e os temas de género têm sido representados ao longo de mais de três décadas. A análise pormenorizada de 727 notícias do Jornal de Notícias (JN) e Diário de Notícias (DN) demonstra a falta de "substância" no tratamento dos conteúdos, nomeadamente no que diz respeito a temas relacionados com a ascensão profissional e a violência doméstica.
“As questões estruturais que estão na base das desigualdades experienciadas no mercado do trabalho não são destacadas. Nestas peças, as mulheres assumem relevância noticiosa pelo que fazem, mas nunca deixam de ser o que são: mulheres, mães, esposas", explica Carla Cerqueira, que é professora do Instituto de Ciências Sociais. Quanto à violência doméstica, os media aproveitam sobretudo este Dia para apresentar dados estatísticos, estudos científicos ou casos pessoais exemplificativos, negligenciando os contextos socio-históricos e as dimensões psicossociais.
O tópico mais enfatizado pelos repórteres é a igualdade, definida como a capacidade para inverter os papéis tradicionais de género: "As mulheres são noticiosamente construídas com características tradicionalmente associadas ao 'padrão masculino', isto é, como casos excepcionais", sublinha a investigadora. A análise mostra ainda que os conteúdos foram frequentemente tratados com perspectivas "muito parecidas", transmitindo apenas algumas das realidades destas mulheres em detrimento de outras com igual relevância.

A estereotipização jornalística do sexo feminino está associada a questões estruturais, que assentam na desigualdade de género e "precisam urgentemente" de ser desconstruídas. "Trata-se de um terreno complexo que exige um trabalho de educação para a inclusão e para a diversidade nos vários campos da sociedade", reforça a investigadora. Para além de ter analisado mais de sete centenas de artigos, Carla Cerqueira entrevistou cerca de duas dezenas de jornalistas, fotojornalistas e directores, bem como porta-vozes das associações de promoção da igualdade de género, feministas e activistas ligadas ao Dia Internacional da Mulher.
Biografia

A investigadora de 30 anos é natural de Vila Verde, Braga. Doutorada em Ciências da Comunicação pela UMinho, dedica-se sobretudo aos estudos sobre género e media. Em Janeiro de 2013 iniciou o pós-doutoramento «Olhando por dentro da cidadania e da igualdade de género: as (des)conexões entre a cultura jornalística e as estratégias de comunicação das organizações não governamentais».

O trabalho está a ser orientado por Rosa Cabecinhas, professora do Instituto de Ciências Sociais da academia, Liesbet van Zoonen, da Universidade de Loughborough  (Reino Unido), e Juana Gallego Ayala, da Universidade Autónoma de Barcelona (Espanha). A investigadora é ainda vice-chair da secção de Género e Comunicação da European Communication Research and Education Association.

FONTE: Ciência Hoje.

sexta-feira, 15 de março de 2013

"Pessoas feministas são mais felizes no amor"

Imagem retirada do Google. Todos os direitos reservados.

«Psicólogos da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, conversaram com mais de 500 pessoas (homens e mulheres) para descobrir a relação entre feminismo e felicidade no amor. Entre eles, 242 ainda faziam faculdade, enquanto outros 289 eram um pouco mais velhos – média de 26 anos –, e namoravam há mais de 4 anos. Os pesquisadores perguntaram a eles se simpatizavam com algumas ideias feministas, aprovavam mulheres que se dedicam à carreira e se o atual parceiro era machista ou não. Também contaram sobre a qualidade e estabilidade do namoro e satisfação sexual.

E os feministas levaram a melhor em vários pontos. A vida sexual deles era muito mais saudável: eles se diziam mais felizes com sexo do que os casais com um pézinho no machismo. Além disso, os relacionamentos se mostravam muito mais estáveis. E isso valia para homens e mulheres feministas. De forma geral, pessoas favoráveis à igualdade entre os gêneros constroem namoros mais felizes do que os casais machistas.

Os pesquisadores ainda não descobriram por que o feminismo pode melhorar os relacionamentos. Mas desconfiam de alguns motivos. Por exemplo, homens feministas apoiam e entendem melhor suas namoradas. E quando se juntam a mulheres também feministas se livram da pressão de bancar todas as despesas do casal. Bem melhor assim.»


FONTE: Ciência Maluca.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher: a relação entre o Feminismo e o L de LGBT


« Assinala-se mundialmente a 8 de Março, desde 1975, o Dia Internacional da Mulher, sob insígnia das Nações Unidas.

O dezanove.pt falou com Salomé Coelho, activista na UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, para perceber o enfoque feminista e lésbico deste dia:

"As lésbicas não são mulheres", disse Monique Wittig, feminista lésbica, nos anos 80. Com esta afirmação, Wittig questionava a categoria que estava na base das reivindicações feministas, a categoria "mulher", dizendo que esta apenas tem e ganha sentido dentro da norma heterosexual. Com isto, Wittig denunciava que quando se falava de mulheres e dos seus direitos, se assumia que essas eram "heterosexuais"; denunciava também que a própria definição do que é ser uma “verdadeira mulher” se faz num sistema que apenas concebe a “heterosexualidade” como sexualidade válida. Se mulher é aquela que se une a um homem, logo, as lésbicas não poderiam ser mulheres.

As ligações entre feminismos e direitos LGBT nem sempre foram pacíficas, havendo tensões históricas documentadas, mas também uma longa tradição de alianças políticas. As críticas das mulheres lésbicas permitiram pensar de forma mais complexa o sujeito politico dos feminismos e a luta feminista abriu, indubitavelmente, espaço para a luta pela liberdade sexual e direitos LGBT. Hoje, pensar os direitos sexuais sem pensar a dimensão de género, ou o contrário, é amputar a leitura do mundo e reduzir a capacidade de transformação. Na raiz das desigualdades de género e com base na orientação sexual estão um mesmo sistema de género que impõe normas restritas do que é ser homem e do que é ser mulher – e mais nenhum género pode existir para além desse binarismo! -,sabendo que mulher não pode nunca ser aquela que ama ou deseja outra mulher.

No Dia Internacional das Mulheres – dia em que se celebra a luta histórica das mulheres por melhores condições de vida e em que se recorda os caminhos que há ainda a percorrer -, celebremos também a visão de que as opressões se entrecruzam e que não há reais conquistas feministas se elas não põem em causa a heteronorma, nem direitos LGBT se o sistema de género sai inabalado. Por alguma razão, sexo (género) e sexo (sexualidade) se confundem na escrita (dos textos e das vidas).

Salomé Coelho
UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta
28 anos »


FONTE: Dezanove.

Não festejem o dia, assinalem-no, LUTEM!


«Ninguém me perguntou por que é que essas feministas chatas não gostam de ganhar parabéns no dia da mulher

“Parabéns pelo seu dia, continuem sempre assim, nós amamos vocês, mulheres”. Aí te dão uma rosinha murcha. Ou um bombom. Ou te oferecem um tratamento facial, um curso de maquiagem, uma massagem. E não entendem porque você não está imensamente agradecida por terem lembrado de você nessa data tão especial.

Eu gostaria de não ter que lembrá-los disso, mas o dia da mulher não é uma data pra glorificar essa imagem estereotípica de feminilidade que vocês têm. É uma data de luta.

É uma data pra se lembrar das trabalhadoras têxteis que se uniram e deram início a uma revolução. Para se lembrar de todas as outras mulheres que lutaram, foram presas, apanharam, morreram, para que tivéssemos direitos básicos que ninguém pensaria em passar sem, como voto, propriedade, educação.

É uma data para se lembrar de todas as mulheres que ainda seguem privadas de direitos, tendo suas vidas controladas por homens, apanhando, sofrendo abusos. Para lembrar que essa realidade não é distante, não é só uma moça sendo violentada e morta por um bando de escrotos na Índia, mas está aqui no nosso quintal.
É uma data para se lembrar que mesmo nós, mulheres bem nutridas de classe média, ainda fazemos a maior parte do trabalho doméstico, ganhamos menos que os homens, e se formos negras, só piora.
Guarde as rosas para os doentes e os mortos.
Nós continuaremos lutando.»

FONTE: Alguém Me Perguntou.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Slut Like You - P!nk (vídeo e letra)




«Tenho uma outra música chamada "Slut Like You" [...]. Esta é a minha forma não sofisticada, enquanto feminista, de recuperar o poder e, acreditem, é muito pouco sofisticada.»
P!nk

Vídeo com a letra:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

França aboliu proibição de uso de calças por mulheres


Lei que proibia mulheres de usarem calças em França, em vigor há dois séculos, foi abolida. Ministra francesa dos Direitos da Mulher, Najat Vallaud-Belkacem, disse que legislação não era compatível com valores atuais do país.

Dois séculos depois, as francesas conquistaram esta semana o direito a usar calças compridas, sem quaisquer restrições. Foi abolida na passada segunda-feira a lei instaurada em 1800, logo após a Revolução Francesa, que exigia a mulheres que se quisessem vestir como homens que pedissem autorização à polícia.

Para a ministra francesa dos Direitos da Mulher, Najat Vallaud-Belkacem, essa legislação não era compatível com os valores atuais do país.
Polémica

As parisienses lutavam pelo direito de usarem calças desde a Revolução Francesa, quando os trabalhadores passaram a vestir calças compridas de algodão, ao invés das tradicionais culottes, largas na parte de cima e justas a partir do joelho, como fazia a aristocracia.

Na viragem do séc.XX, a arcaica norma sofreu uma emenda, permitindo que as mulheres pudessem, finalmente, usar calças. Mas com uma condição: "Se estiverem a segurar o guiador de uma bicicleta ou as rédeas de um cavalo".

Recorde-se que em maio do ano passado, a ministra da Habitação, Cécile Duflot, foi criticada por usar calças de ganga durante a primeira reunião do gabinete do Presidente François Hollande.

Meses depois, antes de iniciar um discurso na Assembleia Nacional, Duflot foi alvo de assobios e 'bocas' por parte de políticos, por estar a trazer um vestido floral. Na ocasião, comentou: "Já trabalhei em estaleiros de obras, mas nunca vi nada parecido. Isso diz muito sobre alguns dos parlamentares. Fico a pensar nas mulheres deles..."


FONTE: Expresso On-Line.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Padre italiano diz que forma como mulheres se vestem pode provocar criminosos


«Pietro Corsi causou polémica em Itália ao apelar às mulheres que reconsiderem a forma como se vestem, pois arriscam-se a provocar criminosos e a serem vítimas de violência.

A forma como algumas mulheres se vestem pode provocar instintos criminosos. A conclusão é de Pietro Corsi, um padre italiano de San Terenzo, e esteve defendida numa mensagem colocada na porta da sua igreja durante o Natal. A posição do padre causou polémica. O sacerdote, com remorsos, pediu a demissão.

“As mulheres com a sua roupa reduzida, que se afastam da vida virtuosa e da família, provocam instintos e devem fazer um exame de consciência: 'O que procuramos?'”. A frase é uma das retiradas de uma mensagem colocada por Pietro Corsi à porta da igreja de San Terenzo, no dia de Natal, e que foi divulgada nos media italianos.

A posição do padre suscitou críticas na sua paróquia e a polémica alargou-se a todo o país. Este ano, em Itália foram assassinadas118 mulheres.

O escândalo levou o bispo de La Spezia, Ernesto Palletti, a ordenar que fosse de imediato retirada a mensagem da igreja de San Terenzo, argumentando que as afirmações ali sustentadas atentavam contra o sentimento de condenação da violência sobre as mulheres. O bispo disse ainda existirem “motivações inaceitáveis que vão contra o sentimento comum assumido pela Igreja” sobre estes assuntos.

Pietro Corsi retirou a mensagem da porta da sua igreja. Na manhã desta quinta-feira tomou também a decisão de renunciar às funções de pároco. “Após uma noite de insónia devido à dor e aos remorsos suscitados pela justa polémica” causada pela sua “imprudente provocação”, Don Pietro Corsi decidiu abandonar o sacerdócio. O padre deixou ainda um pedido de desculpas, “as mais sinceras, não apenas a todas as mulheres ofendidas” pelo seu texto, mas também a “todos os que se sentiram ofendidos” pelas suas palavras.»

FONTE: Público On-Line


Mas quando é que acaba a história de que os homens são vítimas porque caem na "tentação" de violar uma mulher? Quando é que a mulher vai deixar de ser considerada culpada e de se sentir culpada por ser violada? Roupas "reduzidas" ou não, nenhuma de nós quer ser violada ou morta, mas queremos ter o direito de nos vestirmos como bem entendermos. O perverso é o violador ou feminicida, não a mulher "de roupas reduzidas".

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

pénis, o símbolo de superioridade para os machos

« Persuadem a criança de que é por causa da superioridade dos meninos que exigem mais dela; para encorajá-la no caminho difícil que é o seu, insuflam-lhe o orgulho da virilidade; essa noção abstrata reveste para êle um especto concreto: encarna-se no pênis; não é espontaneamente que sente orgulho do seu pequeno sexo indolente; sente-o através da atitude dos que o cercam. Mães e amas prepetuam a tradição que assimila o falo à ideia de macho; seja porque lhe reconhecem o prestígio na gratidão amorosa ou na submissão, seja porque constitua para elas um revide reencontrá-lo sob uma forma humilhada, o fato é que tratam o pênis infantil com uma complacência singular. Rabelais diz-nos dos folguedos das amas de Gargântua (1); a história registou os das amas de Luís XIII. Mulheres menos impudentes dão entretanto um apelido gentil ao sexo masculino a falam-lhe dele como de uma pequena pessoa que é a um tempo ele próprio e um outro; fazem desse sexo, segundo a expressão já citada, "um alter ego geralmente mais esperto, mais inteligente e mais hábil do que o indivíduo". Anatomicamente, o pénis presta-se muito bem a esse papel; separado do corpo, apresenta-se como um pequeno brinquedo natural, uma espécie de boneca. Valorizam portanto a criança valorizando-lhe o duplo. Um pai contava-me que um de seus filhos com a idade de três anos ainda urinava sentado; um dia o pai levou-o ao W. C. dizendo-lhe: "vou te mostrar como fazem os homens". A partir de então o menino, orgulhoso de urinar em pé, desprezou as meninas "que mijam por um buraco"; [...]

Assim, longe de o pênis ser descoberto como um privilégio imediato de que o menino tiraria um sentimento de superioridade, sua valorização surge ao contrário como uma compensação inventada pelos adultos e ardosamente aceita pela criança. [...] Posteriormente, o menino encarnará em seu sexo sua transcendência e sua soberania orgulhosa.

A sorte da menina é muito diferente. Nem mães nem amas têm reverência e ternura por suas partes genitais; não chamam a atenção para esse órgão secreto de que só se vêo invólucro e não se deixa pegar; em certo sentido, a menina não tem sexo. Não sente essa ausência como uma falha; seu corpo é evidentemente uma plenitude para ela. mas ela se acha situada no mundo de um modo diferente do menino e um conjunto de fatores pode transformar a seus olhos a diferença em inferioridade ».

(1) "... E já começava a exercitar a piroca que todos os dias suas governantas enfeitavam com lindos ramalhetes, fitas bonitas, belas flores, vistosas borlas, passando o tempo a alisa-lo como se fosse um tudo de ungüento e arrebentando de rir quando ela endurecia, como se a brincadeira lhes agradasse. Uma a chamava de meu batoquinho, outra de meu pinhão, outra de meu tronco de coral, outra de meu tampão, minha rolha, minha varinha, meu boticão, minha verruga, meu penduricalho, etc..." (tradução de Aristides Lobo).

_______________
Conforme o original: "O Segundo Sexo - A Experiência Vivida" de Simone de Beauvoir, Difusão Européia do Livro, São Paulo - Brasil, Segunda Edição, 1967, Tradução de Sérgio Milliet.

domingo, 19 de agosto de 2012

Recolhi algumas imagens para vocês


Madonna, Ellen Page, Kate Nash e Louise Brealey

são feministas e têm algo a dizer.

"Respondo que sou feminista quando as pessoas mo perguntam, e claro que sou porque tem a ver com igualdade e por isso espero que toda a gente seja feminista. Sabes que estás numa sociedade patriarcal quando a palavra «feminista» tem uma conotação estranha." - Ellen Page
"As raparigas podem usar calças de ganga e cortar o cabelo curto, usar t-shirts e botas porque não há problema em ser rapaz. Mas um rapaz ter aparência de rapariga é degradante porque vocês pensam que ser rapariga é degradante" - Madonna "What it feels like for a Girl" ["como é ser rapariga" *tradução livre*] (a citar "O Jardim de Cimento" de Ian McEwan's)

"Gostava que muitos dos homens que não se consideram feministas explicassem às mulheres da sua vida porque é que eles não acreditam que as mulheres merecem igualdade" - Louise Brealey
"FEMINISMO não é uma palavra porca/nogenta. Não significa que odeias homens, não significa que odeias raparigas com pernas bonitas e bronzeadas e não significa que és uma 'puta' ou 'fufa' [*tradução livre*]; significa que acreditas na igualdade" - Kate Nash.

domingo, 1 de julho de 2012

Katy Perry - Wide Awake - (vídeo e música)


Porque nem todas as mulheres procuram um príncipe encantado. 



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rita Lee - As Loucas (música e letra)


Eles amam as loucas
Mas se casam com outras
Eles amam as loucas
Mas se casam com outras

Loucas fatais, loucas de pedra
Loucas varridas, loucas fodidas
Loucas molhadas, loucas taradas
Loucas fetiche, loucas de haxixe

Eles amam as loucas
Mas se casam com outras
Eles amam as loucas
Mas se casam com outras

Para o jantar, as educadas
Para o noivado, as comportadas
Para um negócio, as poucas
Para uma sacanagem, as loucas
Eles amam as loucas
As loucas, eles amam as loucas

As loucas, eles amam as loucas
Mas se casam com outras
Eles amam as loucas
Mas se casam com outras



quarta-feira, 25 de abril de 2012

A mulher chegou ao Rap



Maria Capaz - Capicua


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fight like a girl (música e letra)


A música e letra são de Emilie Autumn, assumida e claramente feminista. Não se deixem enganar pela agressividade das palavras. Feminismo não se trata de "vingança". Vejam isto como figurativo.




My heart is a weapon of war
My voice is my weapon of choice
An eye for an eye
A heart for a heart
A soul for a soul
We fight for the dream
We fight to the death
We fight for control

For there is no such thing as justice,
All the best that we can hope for is revenge:

A hostile takeover,
An absolute rebellion to the end.
This is our battle cry
I'm giving you a head start,
You're going to need it,
'cause I fight like a girl

I'll get my revenge on the world or at least 49% of the people in it
And if I end up with blood on my hands,
Well, I know that you'll understand,
'cause I fight like a girl.


We are under attack
What is the body count? I've lost track
If nobody's mentioned how this will end, then I'll be the first
There are more of us than there are of you, so show me your worst

For there is no such thing as justice,
All the best that we can hope for is revenge:

A hostile takeover,
An absolute rebellion to the end.
This is our battle cry
I'm giving you a head start,
You're going to need it,
'cause I fight like a girl


I'll get my revenge on the world or at least 49% of the people in it
And if I end up with blood on my hands,
Well, I know that you'll understand,
'cause I fight like a girl.

It's so easy to kill,
This I learned by watching you

If I have to, I will,
It's not pretty but it's true
I am through lying still,
Just a body to be
Beaten, fucked, and if i'm lucky, left for dead,

So who's scary now?


No mercy, it's a bit too late,
The game is on don't run, don't hide, don't wait
'cause if we've got no honor,
Then we've got no shame,
If it's in self-defense,
Then we will take no blame


This is our battlecry
Even if you're only a boy,
You can
Fight like a girl!

I'll get my revenge on the world or at least 49% of the people in it,
And if I end up with blood on my hands
Well, I know, that you'll understand,
'Cause I fight like a girl.

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Caso continuem a achar, pela letra, que esta mulher que o extremínio dos homens, deixo-vos alguns dos comentários mais inteligentes do youtube sobre o assunto:

magpiesdream - To all of you who're calling this song "sexist": According to the Department of Justice, 1 in every 4 women will be sexually assaulted. (And those statistics only include assaults made it to court.) We live in a rape culture, where victim blaming and slut shaming are the norm. Most of our pop culture perpetuates this culture of degradation and dehumanization of women. So I'm psyched to hear a song that works to dismantle hegemony! 

TanithUndomielDarko - Just to settle this 'sexist' argument once and for all- when I was at the meet & greet, there was only one male VIP there. I heard two other girls whispering that EA was gonna treat him bad, but she didn't. She hugged him tight and kept telling him how pleased she was that he was there. She treated him the same as everybody else.

kikyoslovergirl - .. emilie tells the guys during the concert that they can fight like a girl too.. she's just turning something previously bad into a good thing and she's not saying destroy me. just destroy the shitty one.s 

DavidDecapitation - It's more along the lines of glorifying women using concepts that were formerly used to ridicule them (hence the title of the song). The parts regarding men aren't so much "destroy men because they're men," it's more like "empower women because they're women." Savvy? 

RachaelSummerr - Emilie has been raped and abused and stalked from when she only a small child, she's grown up with only knowing the horrible side of men, but it doesn't mean she is sexist [...] You have to know what she's been through to truly understand her songs.

23sherlock - what she is reffering to is the idea that women should stop taking so mcuh punishment and abuse from people which are essentialy cowards. [...] no rules IN SELF DEFENCE, against people she would consider evil, rapists and the such like. to me she is making a point, when it comes to self defence against "evil people" their are no rules. 

echocrush - ‘Cause I fight like a girl (and equally like a boy) I’ll get my revenge on the world (except those who didn't hurt me) Or at least forty-nine percent of the people in it (not counting those who are victims too) And if I end up with blood on my hands (or perhaps another life giving substance) Well I know that you’ll understand (but probably wont ‘Cause I fight like a girl (or an equally strong male human). just doesn't have quite the same effect artistically...

iKittumsrawr - She also says Even if you're a boy you can fight like a girl haha. Couldn't that be taken as her putting both genders in an equal presence?

sábado, 31 de março de 2012

Querem rir-se? Muito? - O feminismo visto por um padre

Perante isto nem sei se rir ou se chorar... é verdadeiramente lamentável. Do início ao fim, cheio das ideias mais improváveis de serem expostas no século XXI. Senhor padre, século XXI. hum? sim?


47 - Parresía: Feminismo, o maior inimigo das mulheres




FONTE: Blogue A Funda São
sugestao de: anónimo.



No youtube este vídeo ainda se faz acompanhar do seguinte texto:

Carregado por padrepauloricardo em 03/02/2012

« A sociedade moderna está mergulhada no conceito de igualdade. Cada vez mais luta-se para equiparar o homem à mulher e vice-versa. Se a igualdade pretendida fosse em relação aos direitos civis, cuja necessidade é inegável, não seria, de fato, um problema. Porém, o que acontece é que esta sociedade moderna, eivada do relativismo cultural, quer é transformar a mulher no novo homem e o homem na nova mulher, invertendo e pervertendo os valores mais elementares.

Deus criou o homem e a mulher em igual dignidade, mas quis que houvesse uma diferença entre os dois gêneros.
Esta diferença em "ser homem" e "ser mulher" faz com que exista uma complementariedade entre eles. Foram criados por Deus para formarem um conjunto, não um se sobrepondo ao outro, mas em perfeita sintonia um com outro. Lutar contra esse projeto, fazendo com que a mulher tente, por todos os meios, ocupar o lugar do homem é lutar diretamente contra o projeto de Deus, contra a natureza humana.

A liberação sexual promovida pelos métodos anticoncepcionais, longe de trazer a sensação de igualdade entre o homem e mulher, transformou a mulher numa máquina de prazer
, pois agora ela sabe que pode ter uma vida sexual ativa sem a consequente gravidez. Não precisa ter compromisso com o parceiro, não precisa sentir-se segura ou amada. Ledo engano. O que se vê são cada vez mais mulheres frustradas, depressivas, olhando para trás e percebendo que estão vazias, correndo contra o tempo para manterem-se jovens, pois nada mais têm a oferecer que não o invólucro.

A liberdade da mulher, na verdade, transformou-se numa prisão. Hoje, elas se vêem presas a estereótipos ditados pela agenda feminista, cujo maior objetivo é destruir a essência da mulher, igualando-a ao homem. Transformando seus úteros em lugares estéreis e varrendo para debaixo do tapete o instinto natural da espécie: a maternidade.

Portanto, urge que cada mulher, criada à semelhança de Deus, recupere o seu lugar na Criação. Que a mulher seja mulher em toda sua plenitude!! »


O que dizer? a nossa prisão és tu
e aqueles que seguem o que ditas?

De que serve ser-se um homem de Deus na realidade? Apenas fazem uso da autoridade que lhes é dada para interpretarem o mundo à sua maneira. Isto é, reinterpretam o mundo, segundo a sua própria interpretação da bíblia (de uma forma tão egoista quanto possível) e influenciam os outros a interpretarem-na da mesma forma.

Há uma palavra para definir o seu comportamento:

MANIPULAÇÃO.



O que é que se passa aqui?


Os Maridos Das Outras - Miguel Araújo Jorge


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