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terça-feira, 16 de julho de 2013

//gender|o|noise\\ - Workshop e Concerto de Tara Transitory no Porto

Tara Transitory é um(a) artista contemporâne@ conhecid@ pelo seu trabalho na área dos esteriótipos de género e temas transgénero. Tara, também identificad@ como One Man Nation, vem ao Porto dar um workshop e um concerto, actividades a não perder.

Mais informações:


* Workshop //gender|o|noise\\ | 19/07/2013 | La Marmita (Gaia) | 17h (4 horas) | 20€ - 25€

* Concerto One Man Nation | 20/07/2013 | Sonoscopia (Porto) | 21h |

Nota: o workshop está disponível apenas para pessoas que não se identifiquem como homem. Se, ainda assim, pessoas identificadas como homen estiverem interessadas em participar, devem comparecer vestidos de forma "feminina".

Nota: os interessados em participar no workshop devem inscrever-se no La Marmita via e-mail: la.marmita.prod@gmail.com ou ddmatthee@gmail.com.


"Tara Transitory surge num contexto contrahegemónico, onde através da música experimental procura a sua liberdade individual (e espiritual), recusando tomar partido de uma sociedade baseada no determismo biológico. Transitory nasceu em Singapura em 1982, sendo chamad@ à nescença de Marc Chia Xiangrong. A sua carreira musical começou em 2003 como "punk rocker" como nome artístico de Marcos Destructos. Tem desde então trabalhado e conquistado reconhecimento em diversos países da Austrália à Europa com projectos como "One Man Nation's Rained, Bullets It Rained" (2007), "Voluntary Human Extinction" (2007) ou "The Future Sounds Of Folk" (2008), frequentemente em colaboração com outros artistas. Transitory dedica-se ainda ao trabalho ligado às comunidades transgender/queer da Ásia e de Espanha quanto dirige a sua associação de apoio às artes experimentais, The Unifiedfield, fundada em 2010 e actualmente localizada em Granada, Espanha. A solo continua a desenvolver o seu projecto musical One Man Nation, projecto este que irá ser apresentado na cidade do Porto, dia 20 de Julho de 2013 na associação/plataforma Sonoscopia, e tem vindo também a ministrar um workshop, o qual intitula de "gender-o-noise" e que dinamizará no La Marmita, cais de Gaia (Porto), no dia 19 de Julho, um evento organizado pelo GATA."

sexta-feira, 15 de março de 2013

E continua o festival de argumentos da tal petição para a prepetuação do machismo em Portugal

Abel Matos Santos: “Lei permite que uma pessoa mude de sexo as vezes que quiser. Na Primavera pode ser Maria, no Outono pode ser José”

No programa das manhãs da TVI apresentado por Manuel Luís Goucha estão a ser realizados uma série de debates semanais sobre as consideradas "leis fracturantes", alvo de uma petição já entregue na Assembleia da Repúblicacom vista à sua alteração ou revogação.

Depois da análise da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, na passada quinta-feira, esta semana foi a vez do tema escolhido ser a lei de identidade de género.

De um lado do painel, a favor da alteração da lei, esteve o médico Abel Matos Santos e Isilda Pegado. Do lado oposto três deputados: Helena Pinto (BE), Sónia Fertuzinhos (PS) e João Oliveira (PCP).

Abel Matos Santos do Hospital Santa Maria teve o discurso mais radical ao afirmar que a lei actual "não serve" e permite inclusive uma pessoa mudar de sexo mais do que uma vez. Os três deputados convidados refutaram peremptoriamente os argumentos apresentados por Abel Matos Santos e Isilda Pegado.




FONTE: Dezanove.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Isilda Pegado - Uma Mulher Atrás do Seu Tempo


"É preciso fazer uma reforma da sociedade. Esta crise em que estamos a viver não é uma crise económica. É, acima de tudo, uma crise de valores".



A afirmação é de Isilda Pegado que participou no programa Você na TV!, a propósito do abaixo-assinado, de que é uma das primeiras signatárias, que defende a suspensão contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a interrupção voluntária da gravidez e a lei que permite a mudança de sexo às pessoas transgéneras. Manuel Luís Goucha, apresentador do programa contrapôs: "É então necessário voltarmos ao Portugal do século XIX".

No debate, que contava com a participação dos deputados Sónia Fertuzinhos (PS), Helena Pinto (BE) e João Oliveira (PCP), o apresentador referiu que vários deputados do CDS e PSD estão a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, relembrando ainda a Isilda Pegado que "não há conflitualidade social" sobre este tema. A deputada socialista sublinhou que "a sociedade hoje não reflecte esse discurso" dos signatários da petição.

Bagão Félix, o economista João César das Neves, Isilda Pegado e o médico Gentil Martins estão entre os primeiros signatários da petição, que ultrapassou as cinco mil assinaturas, que quer obrigar o Parlamento a revogar as referidas leis. »



FONTE: Dezanove.

domingo, 28 de agosto de 2011

Os Clã e o seu manifesto anti-patriarcal para... crianças!

Os Clã têm um novo álbum, o Disco Voador, que surgiu de um convite para fazer um espectáculo direccionado para crianças no âmbito do festival Estaleiro. Os próprios escrevem: «"Disco Voador" é um trabalho feito a pensar no universo dos Supernovos, nos seus sonhos e medos, amigos e amores, integralmente composto por canções originais, lúdicas e irreverentes, cheias de histórias de crianças e para crianças» (Fonte: Wikipedia). Porém «Seguros de que nenhum humano mata totalmente a criança e o adolescente que mora dentro de si, os Clã sabem que este Disco Voador se destina descaradamente a todos os públicos. As aspirações, os desejos, os temores, as inquietudes dos supernovos são sérias e densas. A galeria de figuras que fala nestas canções quer exprimi-las o mais livremente de que é capaz. Ou seja: escutando e dando a ouvir a música das esferas que habita o seu mundo interior.”» (Fonte: Site Oficial).

Por isso, neste álbum existem músicas que tratam também de assuntos sérios, como, por exemplo, os dogmas a sociedade patriarcal que insiste em acentuar as diferenças entre rapaz e rapariga e que não vê com bons olhos as relações homossexuais. A culpada é Regina Guimarães. Sobre ela, Manuela Azevedo (vocalista dos Clã) tem a dizer que «pensámos que a Regina podia ser uma autora interessante para este desafio. Conhecemos algumas coisas que ela já escreveu para crianças e tinham características que nos agradavam muito. Eram desafiadoras, eram politicamente-incorrectas. Ou seja, olhavam para os miudos como gente inteligente, que gosta de ser desafiada, que gosta de ser espicaçada e não como uma espécie de espectadores distraídos em que nós temos de lhes dar o beábá todo muito direitinho e sempre tudo muito bonito, sempre tudo muito perfeitinho, com as pontas todas arredondadas porque eles são muito frágeis ou porque eles são distraídos e não sei quê. Ela tem uma maneira de olhar para as crianças com respeito por aquilo que eles são capazes.» Helder Gonçalves (compositor da maioria das músicas e músico da banda) acrescenta «Das primeiras coisas que eu pensei quando começamos a trabalhar neste projecto foi nós não vamos simplificar as coisas».


Fonte: Estaleiro TV (clique para ver entrevista completa)



Deixo-vos este magnífico manifesto:




Arco-Íris

Há meninas em rebanho
E há bandos de rapazes
Elas são sossegadinhas
Eles devem ser audazes

Dizes tu que não condizem
Cor de rosa e azul celeste
Cada sexo em seu lugar
Foi assim que me fizeste

Mas então porque razão
Ainda vês com maus olhos
O homem que ama outro homem
A mulher que ama mulher

Se os separas à nascença
E fazes tanta questão
De manter a diferença
Entre a irmã e o irmão

Viva, a maria-rapaz
E o rapaz que não é peste
Viva a roupa que baralha o sexo
De quem a veste

Viva todo o arco-íris
E a cor se mistura
Sete quintas, meias tintas
Viva a fúria e a doçura

Não me voltes a dizer
Que as crianças a crescer
Precisam de copiar
O papá e a mamã

Deixa ser eu a escolher
Por quem me perco e me dano
Porque eu amo a minha irmã
E amo também o meu mano

Será que nunca sentiste
Que somos pó do universo
Sujeitos à atracção
Do que é igual e diverso

E será que não gravitas
À volta de quem te ama
Use vestido ou gravata
Borboleta busca chama

Amar sem olhar a quem
Nem ao sexo, nem à cor
Não é vício nem pecado
Não é mau nem mau-olhado

Amar sem medo ou vergonha
Amar a torto e a direito
Amar sem manha nem ronha
Não é tara, nem defeito

Amar sem olhar a quem
Não é tara, nem defeito
Amar sem olhar a quem
Amar a torto e a direito

Amar sem olhar a quem
Não é tara, nem defeito
Amar sem olhar a quem
Amar a torto e a direito