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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Slut Like You - P!nk (vídeo e letra)




«Tenho uma outra música chamada "Slut Like You" [...]. Esta é a minha forma não sofisticada, enquanto feminista, de recuperar o poder e, acreditem, é muito pouco sofisticada.»
P!nk

Vídeo com a letra:

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pussy Riot, a banda punk da Rússia, feminista e de contestação política.


Pussy Riot denunciam “processo estalinista”, sentença é conhecida dia 17
As três activistas do colectivo russo Pussy Riot que estão a ser julgadas por terem cantado uma música anti-Putin numa catedral de Moscovo denunciaram um “processo estalinista”, no dia em que a juíza marcou a leitura da sentença para o final da próxima semana. 

"“O nosso lugar é em liberdade e não atrás das grades", disse Nadezhda Tolokonnikova

Nadezhda Tolokonnikova, 22 anos, Maria Aliokhina, 24, e Iekaterina Samutsevich, 29, estão presas há cinco meses. O julgamento começou na semana passada e está a ser muito rápido, com a defesa a queixar-se de não conseguir chamar testemunhas e de ver as suas perguntas permanentemente rejeitadas pela juíza.

O processo é semelhante aos “das troikas da época de Estaline”, afirmou Nadezhda Tolokonnikova na sua última declaração, na audiência desta quarta-feira, mencionando os julgamentos arbitrários e rápidos da era estalinista, com condenações a anos em campos de trabalho ou mesmo à morte.

“O nosso lugar é em liberdade e não atrás das grades”, disse Tolokonnikova, que usava uma t-shirt com um punho fechado e a palavra de ordem "No pasarán!". 

Houve “uma ordem política” para o castigo, acusou. “As Pussy Riot são alunas e descendentes de dissidentes”, sublinhou – a acusação tem ignorado o elemento de protesto político e acusado as activistas de um crime de ódio religioso, pedindo três anos de prisão.


Processo de 3 semanas
A sentença será conhecida na próxima sexta-feira, dia 17 de Agosto, anunciou entretanto a juíza, isto para um processo que começou na segunda-feira passada, dia 30 de Julho.

O apoio às activistas tem vindo de muitos artistas internacionais, a mais recente Yoko Ono, e de políticos, os últimos foram 120 deputados do Parlamento alemão e o ministro checo dos Negócios Estrangeiros. O diário russo Kommersant estima mesmo que “a multiplicação de críticas ao processo Pussy Riot pelos Estados Unidos e União Europeia poderá ser uma das principais causas de irritação entre o Ocidente e a Rússia”, e prejudicar as tentativas do Kremlin melhorar a imagem da Rússia no estrangeiro.

Na Rússia, especula-se que as Pussy Riot possam ser condenadas a menos de três anos de prisão. “A pena deverá incluir provavelmente a detenção provisória e será um pouco superior”, disse uma fonte do parlamento ao diário russo. “Seria absurdo libertá-.las imediatamente à saída do tribunal”, defendeu.


FONTE; Público On-line



Russo coseu os lábios em protesto contra julgamento de banda punk


O pintor Pyotr Pavlensky decidiu coser os lábios em protesto contra a prisão e julgamento das Pussy Riot, banda feminina de punk. Protesto aconteceu em São Petersburgo



Durante várias horas, nesta segunda-feira, 23 de Julho, Pyotr Pavlensky manteve-se em frente à Catedral de Kazan, em São Petersburgo, na Rússia, com os lábios cosidos e um cartaz nas mãos. Só abandonou o seu lugar quando foi levado para as urgências do hospital mais próximo, de onde saiu pouco depois já sem os pontos, diz o RIA Novosti.

Neste protesto no singular, o pintor russo quis chamar a atenção para o caso das três jovens músicas pertencentes à banda de punk Pussy Riot, detidas desde 21 de Fevereiro. Nadezhda Tolokonnikova, de 23 anos, Maria Alyokhina, de 24, e Yekaterina Samutsevich, de 29, foram presas quando actuavam, alegadamente sem autorização, na Catedral do Cristo Salvador, uma das maiores de Moscovo.

“Maria, mãe de Deus, livra-nos de Putin!” é o nome da “oração punk” que a banda entoava e que foi o mote para a sua detenção. As Pussy Riot manifestavam-se, assim, contra o apoio da Igreja à campanha eleitoral de Vladimir Putin, eleito presidente em Março.

[...]

Ainda de acordo com o RIA Novosti, a quem Pyotr Pavlensky falou depois de ter deixado o hospital, o pintor alega que a prisão das Pussy Riot “contradiz os valores cristãos fundamentais, uma vez que a performance escandalosa do grupo na Catedral do Cristo Salvador foi uma recriação da ‘limpeza do templo’ de Jesus Cristo (Mateus, 21:12-13)”.




A performance de Pavlensky demonstrou
, segundo declarações do próprio, “a repressão da liberdade de expressão por parte do governo e a crescente censura na arte e nos média na Rússia”.


FONTE: P3 - Público On-line



Os apoiantes do grupo disseram que este será um julgamento com motivos políticos, devido à letra e à acção. A banda, que se chama Pussy Riot, foi acusada de vandalismo e de "actos de ódio religioso" na catedral mas também na Praça Vermelha onde deram um concerto não autorizado que fez parte de uma manifestação anti-Putin. Na manifestação, à medida que cantavam, as mulheres foram retirando a roupa, acabando em lingerie.


FONTE: P3 - Público On-line



Movimento de apoio internacional:

domingo, 1 de julho de 2012

Katy Perry - Wide Awake - (vídeo e música)


Porque nem todas as mulheres procuram um príncipe encantado. 



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rita Lee - As Loucas (música e letra)


Eles amam as loucas
Mas se casam com outras
Eles amam as loucas
Mas se casam com outras

Loucas fatais, loucas de pedra
Loucas varridas, loucas fodidas
Loucas molhadas, loucas taradas
Loucas fetiche, loucas de haxixe

Eles amam as loucas
Mas se casam com outras
Eles amam as loucas
Mas se casam com outras

Para o jantar, as educadas
Para o noivado, as comportadas
Para um negócio, as poucas
Para uma sacanagem, as loucas
Eles amam as loucas
As loucas, eles amam as loucas

As loucas, eles amam as loucas
Mas se casam com outras
Eles amam as loucas
Mas se casam com outras



terça-feira, 1 de maio de 2012

um pouco mais de humor feminista

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O que é o Stalking - uma perspectiva humorística

A mulher chegou ao Rap



Maria Capaz - Capicua


sábado, 14 de abril de 2012

Pagu - Rita Lee (letra e vídeo ao vivo)


Ao vivo, Rita Lee com Zélia Duncan:



Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Uh! Uh! Uh! Uh!...

Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum! Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta

Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem

Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...

Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Taratá! Taratá!...

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hanhan! Ah! Hanran!
Uh! Uh!
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe é Maria Ninguém
Uh! Uh!...

Não sou atriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima

Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...

Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...(2x)

Ratatá! Ratatatá
Hiii! Ratatá
Taratá! Taratá!...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fight like a girl (música e letra)


A música e letra são de Emilie Autumn, assumida e claramente feminista. Não se deixem enganar pela agressividade das palavras. Feminismo não se trata de "vingança". Vejam isto como figurativo.




My heart is a weapon of war
My voice is my weapon of choice
An eye for an eye
A heart for a heart
A soul for a soul
We fight for the dream
We fight to the death
We fight for control

For there is no such thing as justice,
All the best that we can hope for is revenge:

A hostile takeover,
An absolute rebellion to the end.
This is our battle cry
I'm giving you a head start,
You're going to need it,
'cause I fight like a girl

I'll get my revenge on the world or at least 49% of the people in it
And if I end up with blood on my hands,
Well, I know that you'll understand,
'cause I fight like a girl.


We are under attack
What is the body count? I've lost track
If nobody's mentioned how this will end, then I'll be the first
There are more of us than there are of you, so show me your worst

For there is no such thing as justice,
All the best that we can hope for is revenge:

A hostile takeover,
An absolute rebellion to the end.
This is our battle cry
I'm giving you a head start,
You're going to need it,
'cause I fight like a girl


I'll get my revenge on the world or at least 49% of the people in it
And if I end up with blood on my hands,
Well, I know that you'll understand,
'cause I fight like a girl.

It's so easy to kill,
This I learned by watching you

If I have to, I will,
It's not pretty but it's true
I am through lying still,
Just a body to be
Beaten, fucked, and if i'm lucky, left for dead,

So who's scary now?


No mercy, it's a bit too late,
The game is on don't run, don't hide, don't wait
'cause if we've got no honor,
Then we've got no shame,
If it's in self-defense,
Then we will take no blame


This is our battlecry
Even if you're only a boy,
You can
Fight like a girl!

I'll get my revenge on the world or at least 49% of the people in it,
And if I end up with blood on my hands
Well, I know, that you'll understand,
'Cause I fight like a girl.

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Caso continuem a achar, pela letra, que esta mulher que o extremínio dos homens, deixo-vos alguns dos comentários mais inteligentes do youtube sobre o assunto:

magpiesdream - To all of you who're calling this song "sexist": According to the Department of Justice, 1 in every 4 women will be sexually assaulted. (And those statistics only include assaults made it to court.) We live in a rape culture, where victim blaming and slut shaming are the norm. Most of our pop culture perpetuates this culture of degradation and dehumanization of women. So I'm psyched to hear a song that works to dismantle hegemony! 

TanithUndomielDarko - Just to settle this 'sexist' argument once and for all- when I was at the meet & greet, there was only one male VIP there. I heard two other girls whispering that EA was gonna treat him bad, but she didn't. She hugged him tight and kept telling him how pleased she was that he was there. She treated him the same as everybody else.

kikyoslovergirl - .. emilie tells the guys during the concert that they can fight like a girl too.. she's just turning something previously bad into a good thing and she's not saying destroy me. just destroy the shitty one.s 

DavidDecapitation - It's more along the lines of glorifying women using concepts that were formerly used to ridicule them (hence the title of the song). The parts regarding men aren't so much "destroy men because they're men," it's more like "empower women because they're women." Savvy? 

RachaelSummerr - Emilie has been raped and abused and stalked from when she only a small child, she's grown up with only knowing the horrible side of men, but it doesn't mean she is sexist [...] You have to know what she's been through to truly understand her songs.

23sherlock - what she is reffering to is the idea that women should stop taking so mcuh punishment and abuse from people which are essentialy cowards. [...] no rules IN SELF DEFENCE, against people she would consider evil, rapists and the such like. to me she is making a point, when it comes to self defence against "evil people" their are no rules. 

echocrush - ‘Cause I fight like a girl (and equally like a boy) I’ll get my revenge on the world (except those who didn't hurt me) Or at least forty-nine percent of the people in it (not counting those who are victims too) And if I end up with blood on my hands (or perhaps another life giving substance) Well I know that you’ll understand (but probably wont ‘Cause I fight like a girl (or an equally strong male human). just doesn't have quite the same effect artistically...

iKittumsrawr - She also says Even if you're a boy you can fight like a girl haha. Couldn't that be taken as her putting both genders in an equal presence?

sábado, 31 de março de 2012

O que é que se passa aqui?


Os Maridos Das Outras - Miguel Araújo Jorge


Comentários?



terça-feira, 27 de março de 2012

Há uma mensagem feminista em Lady Gaga?


«Bad Romance: Women's Suffrage is a parody music video paying homage to Alice Paul and the generations of brave women who joined together in the fight to pass the 19th Amendment, giving women the right to vote in 1920.»



FONTE: youtube


Esta foi uma produção da Soomo Publishing, empresa que pratica uma forma de educação (sobretudo sobre temas histórico) diferente e inovadora. Com o director Tim Alden Grant, foi produzido por Lisa Corum e escrito por Emília Fuentes Grant.

Este é o site oficial do Bad Romance Women's Suffrage.

E a letra adaptada pode ser vista aqui.

Aqui fica também o vídeo original (e oficial) da música Bad Romance de Lady Gaga:




sábado, 5 de novembro de 2011

domingo, 28 de agosto de 2011

Os Clã e o seu manifesto anti-patriarcal para... crianças!

Os Clã têm um novo álbum, o Disco Voador, que surgiu de um convite para fazer um espectáculo direccionado para crianças no âmbito do festival Estaleiro. Os próprios escrevem: «"Disco Voador" é um trabalho feito a pensar no universo dos Supernovos, nos seus sonhos e medos, amigos e amores, integralmente composto por canções originais, lúdicas e irreverentes, cheias de histórias de crianças e para crianças» (Fonte: Wikipedia). Porém «Seguros de que nenhum humano mata totalmente a criança e o adolescente que mora dentro de si, os Clã sabem que este Disco Voador se destina descaradamente a todos os públicos. As aspirações, os desejos, os temores, as inquietudes dos supernovos são sérias e densas. A galeria de figuras que fala nestas canções quer exprimi-las o mais livremente de que é capaz. Ou seja: escutando e dando a ouvir a música das esferas que habita o seu mundo interior.”» (Fonte: Site Oficial).

Por isso, neste álbum existem músicas que tratam também de assuntos sérios, como, por exemplo, os dogmas a sociedade patriarcal que insiste em acentuar as diferenças entre rapaz e rapariga e que não vê com bons olhos as relações homossexuais. A culpada é Regina Guimarães. Sobre ela, Manuela Azevedo (vocalista dos Clã) tem a dizer que «pensámos que a Regina podia ser uma autora interessante para este desafio. Conhecemos algumas coisas que ela já escreveu para crianças e tinham características que nos agradavam muito. Eram desafiadoras, eram politicamente-incorrectas. Ou seja, olhavam para os miudos como gente inteligente, que gosta de ser desafiada, que gosta de ser espicaçada e não como uma espécie de espectadores distraídos em que nós temos de lhes dar o beábá todo muito direitinho e sempre tudo muito bonito, sempre tudo muito perfeitinho, com as pontas todas arredondadas porque eles são muito frágeis ou porque eles são distraídos e não sei quê. Ela tem uma maneira de olhar para as crianças com respeito por aquilo que eles são capazes.» Helder Gonçalves (compositor da maioria das músicas e músico da banda) acrescenta «Das primeiras coisas que eu pensei quando começamos a trabalhar neste projecto foi nós não vamos simplificar as coisas».


Fonte: Estaleiro TV (clique para ver entrevista completa)



Deixo-vos este magnífico manifesto:




Arco-Íris

Há meninas em rebanho
E há bandos de rapazes
Elas são sossegadinhas
Eles devem ser audazes

Dizes tu que não condizem
Cor de rosa e azul celeste
Cada sexo em seu lugar
Foi assim que me fizeste

Mas então porque razão
Ainda vês com maus olhos
O homem que ama outro homem
A mulher que ama mulher

Se os separas à nascença
E fazes tanta questão
De manter a diferença
Entre a irmã e o irmão

Viva, a maria-rapaz
E o rapaz que não é peste
Viva a roupa que baralha o sexo
De quem a veste

Viva todo o arco-íris
E a cor se mistura
Sete quintas, meias tintas
Viva a fúria e a doçura

Não me voltes a dizer
Que as crianças a crescer
Precisam de copiar
O papá e a mamã

Deixa ser eu a escolher
Por quem me perco e me dano
Porque eu amo a minha irmã
E amo também o meu mano

Será que nunca sentiste
Que somos pó do universo
Sujeitos à atracção
Do que é igual e diverso

E será que não gravitas
À volta de quem te ama
Use vestido ou gravata
Borboleta busca chama

Amar sem olhar a quem
Nem ao sexo, nem à cor
Não é vício nem pecado
Não é mau nem mau-olhado

Amar sem medo ou vergonha
Amar a torto e a direito
Amar sem manha nem ronha
Não é tara, nem defeito

Amar sem olhar a quem
Não é tara, nem defeito
Amar sem olhar a quem
Amar a torto e a direito

Amar sem olhar a quem
Não é tara, nem defeito
Amar sem olhar a quem
Amar a torto e a direito


segunda-feira, 25 de julho de 2011

"A Desfolhada Portuguesa" - Ary dos Santos


Corpo de linho
lábios de mosto
meu corpo lindo
meu fogo posto.

Eira de milho
luar de Agosto
quem faz um filho
fá-lo por gosto.


É milho-rei
milho vermelho
cravo de carne
bago de amor


filho de um rei
que sendo velho
volta a nascer
quando há calor.


Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.


Minha raiz de pinho verde
meu céu azul tocando a serra
oh minha mágoa e minha sede
oh mar ao sul da minha terra.

É trigo loiro
é além tejo
o meu país

neste momento
o sol o queima
o vento o beija
seara louca em movimento.


Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.


Olhos de amêndoa
cisterna escura
onde se alpendra
a desventura.


Moira escondida
moira encantada
lenda perdida
lenda encontrada.


Oh minha terra
minha aventura
casca de noz
desamparada.


Oh minha terra
minha lonjura
por mim perdida
por mim achada.

Interpretação de Simone de Oliveira na Eurovisão de 1969:



Interpretação de A Naifa:



Interpretação de Ana Vasconcelos:

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Bad Reputation - Joan Jett



I don't give a damn 'bout my reputation
You're living in the past it's a new generation
A girl can do what she wants to do and that's What I'm gonna do
An' I don't give a damn ' bout my bad reputation

Oh no not me
An' I don't give a damn 'bout my reputation
Never said I wanted to improve my station
An' I'm only doin' good When I'm havin' funAn' I don't have to please no one

An' I don't give a damn
'Bout my bad reputation
Oh no, not me
Oh no, not me

I don't give a damn
'Bout my reputation
I've never been afraid of any deviation
An' I don't really care If ya think I'm strange I ain't gonna change

An' I'm never gonna care
'Bout my bad reputation
Oh no, not me

Oh no, not me

Pedal boys!

An' I don't give a damn
'Bout my reputation
The world's in trouble
There's no communication
An' everyone can say What they want to say
It never gets better anyway

So why should I care
'Bout a bad reputation
anyway
Oh no, not me
Oh no, not me

I don't give a damn 'bout my bad reputation
You're living in the past It's a new generation
An' I only feel good When I got no painAn' that's how I'm gonna stay

An' I don't give a damn
'Bout my bad reputation
Oh no, not me
Oh no, not

Not me, not me

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Essa Mulher


Interpretação de Elis Regina:



De manhã cedo, essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, 
lava a roupa, seca os olhos
Ah, como essa santa não se esquece
De pedir pelas mulheres,
pelos filhos, pelo pão
Depois sorri meio sem graça e abraça
Aquele homem, aquele mundo
que a faz assim infeliz.

De tardezinha, essa menina se namora
Se enfeita, se decora,
sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista,
isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia De algum dia, qualquer dia, 
entender de ser feliz.

De madrugada, essa mulher
faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama,
vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quantos homens enlouquece
nessa boca, nesse chão


Depois parece que acha graça e agradece 
Ao destino, aquilo tudo 
que a faz tão infeliz. 
Essa menina, essa mulher, essa senhora 
Em que esbarro a toda hora 
No espelho casual 
É feita de sombra e tanta luz 
De tanta lama e tanta cruz 
Que acha tudo natural. 

(Poema de Ana Terra, musicado por Joyce)


domingo, 25 de julho de 2010

Aqui Dentro de Casa - José Mário Branco



Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei


Foi há tantos anos, foi há dois mil anos
Que vi no amor o meu Cristo 

Que me mostraste um amor imprevisto
Que me falaste na pele e no corpo a sorrir

Meus olhos fechados, mudos, espantados
Te ouviram como se apagasses
A luz do dia ou a luta de classes
Meus olhos verdes ceguinhos de todo para te servir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Filhos e cadilhos, panelas e fundilhos
Meteste as minhas mãos à obra
E encontraste momentos de sobra
Para evitar que o meu corpo pensasse na vida


Meus olhos fechados, mudos e cansados
Não viam se verso, se prosa
O meu suor era o teu mar de rosas
Meus olhos verdes, janelas de vida fechados por ti 


Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Pegas-me na mão e falas do patrão
Que te paga um salário de fome
O teu patrão que te rouba o que come
Falas contigo sozinho pra desabafar

Meus olhos parados, mudos e cansados
Não podem ouvir o que dizes
E fico à espera que me socializes
Meus olhos verdes, boneca privada do teu bem-estar 


Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Sou tua criada boa e dedicada
Na praça, na casa e na cama
Tu só me vês quando vestes pijama
Mas não me ouves se digo que quero existir


Meus olhos cansados ficam acordados
De noite chorando esta sorte
De ser escrava prá vida e prá morte
Meus olhos verdes vermelhos de raiva para te servir


Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

A tua vontade, justiça igualdade
Não chega aqui dentro de casa
Eu só te sirvo para a maré vaza
Mas eu já sinto a minha maré cheia a subir 


Meus olhos cansados abrem-se espantados
Prá vida de que me falavas
Pra combater contra os donos de escravas
Meus olhos verdes que te vão falar e que tu vais ouvir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei



VER TAMBÉM:
interpretação de José Mário Branco, Mafalda Veiga e João Pedro Pais no Répública de Abril (RTP);
interpretação de Mafalda Veiga e João Pedro Pais em Lado a Lado;
interpretação de Lena de Àgua.



É isto que nos proponho! 


SEJAMOS TODAS "MARTAS"!!,

"pra combater contra os donos de escravas".




terça-feira, 29 de junho de 2010

Discriminação da Mulher = Discriminação dos Animais


"Bem, eu nunca escrevi nada tão literal como o "Meat Is Murder", de Morrissey, mas este é um tema primordial explorado na maior parte do que eu escrevo, e eu, pessoalmente aplico essa premissa tanto para o feminismo como para os direitos dos animais. Eu sei que pode soar estranho querer ligar as duas coisas, mas vou tentar explicar a forma como eu vejo isto. Para começar, vou ser uma completa estúpida pomposa e citar Gandhi por um segundo: "A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pelo modo como os seus animais são tratados." Assim, a forma como a sociedade trata os animais está intimamente relacionada com a forma como trata as mulheres e o fato de não gostarem da maneira que isso soa não faz disso menos verdade. A forma como uma sociedade trata os seus animais tem uma conexão directa muito óbvia com a forma como trata desumanamente as mulheres, porque o que é desumano é desumano, e as atitudes da classe dominante (ou do género, neste caso) sobre uma criatura considerada inferior são as atitudes que se estendem para todas as coisas consideradas como tal.

Assim, não é de admirar que, observando as mulheres e os animais, na sociedade "civilizada" de hoje, o maior dos males esteja ainda acima de ambos? Pelo menos quando uma vaca é abatida, não é pessoal. Quando uma mulher é abusada, geralmente é, e este é um assunto sobre o qual escrevo constantemente."


( Emilie Autumn em entrevista ao PETA2 )


Musica e letra de "meat is murder", por The Smiths, com tradução:





(TRADUÇÃO DE:)

"Well, I've never written anything quite as literal as Morrissey's "Meat Is Murder", but there is an overriding theme of the underdog fighting back in most of what I write, and I personally equate that premise to both feminism and animal rights. I know it may sound strange to connect the two, but I'm going to try and explain the way I see it. To start, I'm going to go ahead and be a total pompous ass and quote Gandhi for a second: "The greatness of a nation and its moral progress can be judged by the way its animals are treated." Now, a society's treatment of animals is closely related to their treatment of women, and the fact that I don't like the way that sounds doesn't make it any less true. The way a society treats its animals has a direct and glaringly obvious connection to its treatment of women because inhumane is inhumane is inhumane, and the attitudes of the ruling class (or gender in this case) on one creature considered inferior are the attitudes it extends toward all things considered such.

And so is it any wonder that regarding women and animals, in our present "civilized" society, the greatest of evils are still enacted upon both? At least when a cow is slaughtered, it isn't personal. When a woman is abused, it usually is, and this is something I write about constantly."


( Emilie Autumn to PETA2 )