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sexta-feira, 4 de maio de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Padre vítima de extorsão por duas prostitutas em Viana
Um padre do concelho de Viana do Castelo foi vítima de extorsão por parte de duas prostitutas com quem travou conhecimento através da Internet e a quem acabou por entregar milhares de euros.
O esquema montado por duas cabo-verdianas desenvolveu-se entre Agosto e Dezembro do ano passado e foi desmontado pela GNR de Viana, após queixa apresentada pelo sacerdote de 60 anos. Fonte da GNR confirmou ao PÚBLICO que a última entrega de dinheiro por parte do padre ocorreu no último dia de 2011, na Póvoa de Varzim. O encontro foi previamente combinado entre a GNR e o pároco e culminou com a detenção de uma das mulheres, em flagrante delito, quando recebia um envelope com dinheiro.
Apurar o grau de responsabilidade da primeira mulher a travar conhecimento com o padre, ao qual apresentou a amiga, é agora o objectivo do Ministério Público, que assumiu entretanto a investigação. Foi através desta primeira mulher que o sacerdote veio a conhecer a segunda cabo-verdiana, que acabou por ser detida. E foi esta a mulher que utilizou, para chantagear e extorquir dinheiro, as mensagens de telemóvel trocadas entre o padre e a amiga. O relacionamento entre eles durou vários meses e o sacerdote chegou a arranjar emprego à namorada, na área da sua própria paróquia.
O medo de ver concretizadas as ameaças de revelação pública de fotografias e mensagens comprometedoras levaram o sacerdote a pagar, durante este período, uma elevada quantia em dinheiro.
O PÚBLICO contactou a Diocese que, para já, se remete ao silêncio.
O esquema montado por duas cabo-verdianas desenvolveu-se entre Agosto e Dezembro do ano passado e foi desmontado pela GNR de Viana, após queixa apresentada pelo sacerdote de 60 anos. Fonte da GNR confirmou ao PÚBLICO que a última entrega de dinheiro por parte do padre ocorreu no último dia de 2011, na Póvoa de Varzim. O encontro foi previamente combinado entre a GNR e o pároco e culminou com a detenção de uma das mulheres, em flagrante delito, quando recebia um envelope com dinheiro.
Apurar o grau de responsabilidade da primeira mulher a travar conhecimento com o padre, ao qual apresentou a amiga, é agora o objectivo do Ministério Público, que assumiu entretanto a investigação. Foi através desta primeira mulher que o sacerdote veio a conhecer a segunda cabo-verdiana, que acabou por ser detida. E foi esta a mulher que utilizou, para chantagear e extorquir dinheiro, as mensagens de telemóvel trocadas entre o padre e a amiga. O relacionamento entre eles durou vários meses e o sacerdote chegou a arranjar emprego à namorada, na área da sua própria paróquia.
O medo de ver concretizadas as ameaças de revelação pública de fotografias e mensagens comprometedoras levaram o sacerdote a pagar, durante este período, uma elevada quantia em dinheiro.
O PÚBLICO contactou a Diocese que, para já, se remete ao silêncio.
FONTE: Público On-line
Confesso, senhor padre, a palavra "vítima" causa-me muita estranheza.
A ironia do destino, por vezes, é muito forte.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Jovem afegã torturada por recusar prostituir-se
Uma rapariga de 15 anos foi torturada ao longo dos seis meses em que foi mantida prisioneira pela família do marido porque recusou prostituir-se. Libertada pela polícia, receberá agora tratamento hospitalar na Índia
Sahar Gul tem 15 anos e uma história de horror para contar. Em cativeiro durante meio ano, às mãos de familiares do seu marido, que exigiam que se prostituisse, foi libertada pela polícia na semana passada e será agora transferida para um hospital indiano. Em estado considerado grave, deverá demorar a recuperar física e psiquicamente devido aos maus tratos que sofreu.
Um responsável das autoridades da província de Baghlan, no norte do Afeganistão, relata que os agentes encontraram a jovam em casa do marido, depois de receberem uma denúncia dos pais de Sahar Gul. A rapariga estava trancada na casa de banho e apresentava sinais de tortura. Já no hospital, os médicos confirmaram que lhe tinham sido arrancadas várias unhas e que tinha marcas de queimaduras em várias partes do corpo.
À polícia, a vítima contou que casara há nove meses e que o marido, que conseguiu fugir, tem o dobro da sua idade. A cunhada e a sogra estão detidas.
FONTE: Visão On-Line
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
«Prostituição está a aumentar em Portugal»
A crise está a levar cada vez mais mulheres a recorrer à prostituição. Associações de Lisboa e Coimbra, ouvidas pela TSF, dizem que nunca se assistiu a uma situação tão grave.
Há mais de 40 anos que Inês Fontinha, a directora da Associação "O Ninho", acompanha prostitutas e tenta tirar mulheres das ruas de Lisboa. À TSF, a responsável confessou que nunca viu uma situação igual à que se passa hoje.
«Neste momento estamos a viver uma crise muito mais acentuada do que vivemos na década de 80 e a prostituição está a aumentar de forma preocupante», afirmou Inês Fontinha, acrescentando este aumento não se reflecte apenas na prostituição de rua mas também «em apartamentos e bares».
A associação encontra cada vez mais prostitutas com origem na classe média, entre os 30 e os 40 nos. A culpa é da crise, defendeu Inês Fontinha.
«A partir de 2010, temos notado um acréscimo significativo de mulheres na baixa etária dos 30/40 anos, o que não é uma situação muito comum. Este empobrecimento leva a que as mulheres recorram à prostituição para poderem ter meios de subsistência», explicou a directora da Associação "O Ninho".
Um cenário que se repete em Coimbra, onde se contaram mais de 400 prostitutas e prostitutos em apenas nove meses, mais do que em todo o ano passado. Martinha Silva é directora da equipa de intervenção social do projecto "Ergue-te", que também acompanha prostitutas.
«Durante o ano de 2010 atendemos mais de 400 pessoas em contexto de prostituição e este ano já ultrapassamos este número, ou seja, tem havido de facto um aumento significativo da prostituição. Há muitas pessoas de outras nacionalidades, mas em termos de portugueses temos notado também um aumento significativo», referiu Martinha Silva, acrescentando que as mesmas «identificam o recurso à prostituição com uma situação económica mais difícil».
Quem tenta ajudar as prostitutas sublinha: este é sempre um último recurso das mulheres com dificuldades económicas.
FONTE: TSF
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
"Manifesto repudia preconceito contra mulheres brasileiras
Para manifestar o repúdio face ao “preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal” e “exigir que providências sejam tomadas por parte das autoridades competentes” está a ser divulgado um manifesto pela organização “Marcha Mundial das Mulheres Portugal”.
Os seus subscritores contestam o estigma da hipersexualidade a que estão votadas as brasileiras, o que consideram “uma violência simbólica que se transforma “em violência física, psicológica, moral e sexual”.E referem trabalhos de investigação que “têm demonstrado como as mulheres brasileiras são constantemente vítimas de diversos tipos de violência em Portugal”
O principal motivo que agora levou um grupo de mais de cem pessoas a mobilizarem-se para fazer este manifesto é o surgimento “da personagem “Gina”, do Programa de Animação “Café Central” da RTP (Rádio Televisão Portuguesa)”, explicam os seus autores, esclarecendo que “a personagem é a única mulher do programa, a qual, devido ao forte sotaque brasileiro, quer representar a mulher brasileira imigrante em Portugal”.
Essa personagem “é retratada como prostituta e maníaca sexual, alvo dos personagens masculinos do programa”, o que consideram “um desrespeito às mulheres brasileiras, que pode ser considerado racismo”, afirmam os subscritores do manifesto que exigem “das autoridades competentes”, o cumprimento da “CEDAW – Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres”, da qual tanto Portugal, como o Brasil, são signatários."
Fonte: Público On-line
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Manifesto e Protesto SLUTWALK Lisboa
"SlutWalk* Lisboa – pela autodeterminação sexual em todas as circunstâncias

* SLUT, galdéria, desavergonhada, puta, descarada, vadia, badalhoca, fácil.
Em Janeiro de 2011 um polícia afirmou em Toronto que as mulheres devem evitar vestir-se de forma provocante se não quiserem ser violadas. A SLUTwalk Lisboa junta-se à vaga de indignação que esta afirmação causou um pouco por todo o mundo.
Recusamos totalmente a culpabilização das mulheres face a situações de violência sexual. Mude-se as leis, mude-se quem agride. Mude-se a cultura patriarcal que diz às mulheres para não serem violadas, em vez de dizer aos homens para não violarem. Mude-se a moral dominante, onde SLUTs são todas as mulheres que não se limitam à sexualidade heterossexual, monogâmica e reprodutora.
Se SLUT – galdéria, desavergonhada, puta, descarada, vadia, badalhoca, fácil – é uma mulher que decide sobre o seu corpo, sobre a sua sexualidade, e que procura prazer, então, somos SLUTs, sim!
Não queremos piropos sexistas, não queremos paternalismo, não queremos violência sexual. Dizemos não, por mais cidadania. Dizemos não, por mais democracia. Dizemos não, por mais liberdade.
Se ponho um decote… Não é Não!
Se pus aquelas calças de que tanto gostas… Não é Não!
Se uso burqa… Não é Não!
Se durmo com quem me apetece… Não é Não!
Se passo naquela rua… Não é Não!
Se vamos para os copos… Não é Não!
Se me sinto vulnerável… Não é Não!
Se sou deficiente… Não é Não!
Se saio com xs maiores galdérixs…Não é Não!
Se ontem dormi contigo… Não é Não!
Se sou trabalhadora sexual… Não é Não!
Se és meu chefe… Não é Não!
Se somos casadxs, companheirxs, namoradxs… Não é Não!
Se sou tua paciente… Não é Não!
Se sou tua parente… Não é Não!
Se tenho relações poliamorosas… Não é Não!
Se sou empregada de hotel… Não é Não!
Se tens dúvidas se aquilo foi um sim, então… Não é Não!
Se não entendes a língua que eu falo… Não é Não!
Se beijo outra mulher no meio da rua… Não é Não!
Se tenho mamas e pila… Não é Não!
Se disse sim e já não me apetece… Não é Não!
Se adoro ver pornografia… Não é Não!
Se ando à boleia… Não é Não!
Se estamos numa festa swing, numa sex party ou numa cena BDSM… Não é Não!
Se já abrimos o preservativo… Não é Não!
NÃO é sempre NÃO. Quando é SIM, não há ambiguidades ou dúvidas porque sabemos o que queremos e sabemos ser claras. "
Protesto no dia 25 Junho no Largo de Camões, Rossio, às 17.30h
Fonte: http://slutwalklisboa.wordpress.com/






